terça-feira, 12 de junho de 2007

No fim de: Por amor ou pela dor...


***Um ser humano é parte de um todo chamado por nós de "Universo". Ele vive sua vida, seus pensamentos e sentimentos com uma parte limitada e separada do resto - uma espécie de ilusão de óptica de sua consciência.Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, limitando-nos aos nossos desejos pessoais e afeições por pessoas próximas de nos.Nossa missão deve ser a de libertarmos desta prisão ampliando nosso círculo de amorosidade para abraçar todas as criaturas vivas e toda a natureza em seu esplendor.***

(Albert Einstein)




PS. Dia dos namorados? Saudades do meu amor!!!!
My love hj e sempre!!!!

terça-feira, 5 de junho de 2007

O LÓTUS COMO SÍMBOLO DA EXPANSÃO ESPIRITUAL


O Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro. A lenda budista relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria O Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, a onde pisou cresceram sete flores de lótus. Os Budas são representados sentados em meditação sobre flores de lótus completamente abertas simbolizando a expansão da visão espiritual. O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: tal como o lótus que cresce da escuridão do lodo para a superfície, abrindo as flores somente após ter-se erguido além da superfície da água, ficando suas flores livres do lodo e da água que as nutriram, do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (as pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, transformando o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da Consciência Iluminada, a flor de lótus (Padma). Do mesmo modo, o arahant (homem santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana. Porém, se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão do lodo, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento já não existisse adormecido num estado de profunda ignorância, um iluminado jamais poderia se erguer da escuridão do Samsara. A semente da iluminação estará sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram no mundo nos ciclos passados, também surgem no presente ciclo e surgirão nos futuros, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente.

Fundamentos do Misticismo Tibetano - Lama Anagarika Govinda

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Necessito ir embora pra Pasárgada...


Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa dementeVem a ser contraparente Da nora que nunca tive

E como farei ginástica Andarei de bicicleta Montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado Deito na beira do rio Mando chamar a mãe-d'água Pra me contar as histórias Que no tempo de eu menino Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção

Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar— Lá sou amigo do rei —Terei a mulher que eu quero Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.